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sábado, 14 de maio de 2011

O império romano

São 2 horas de áudio explicando desde o surgimento do Império Romano até a queda.


  

Os podcasts do Escriba café são produzidos e editados com muito cuidado e perfeição. Têm um ritmo maravilhoso e envolvente.
Recomendo ouvi-los em fones estéreo em um local calmo.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gueixas





A casa das gueixas se chama oki-ya. Embora hoje nem todas as gueixas vivam de fato no oki-ya, normalmente elas começam a carreira morando nesse local. A okami-san, proprietária do estabelecimento, é a responsável pelos negócios e pela formação das gueixas. Ao mesmo tempo em que é a autoridade da casa, atua como uma espécie de segunda mãe para elas. Em geral, a própria okami-san é uma ex-gueixa. 



Os bairros onde as gueixas moram são conhecidos como hanamachi, e os principais bairros estão localizados nas cidades de Kyoto e Tokyo. Uma gueixa iniciante é chamada de maiko - embora também exista a denominação tamago para as aprendizes mais novas. 
Antigamente, não era raro as famílias pobres do Japão venderem suas filhas para bordéis, com o objetivo de reduzir o número de bocas para alimentar. Se essas crianças fossem consideradas bonitas ou muito inteligentes, poderiam ser treinadas para se tornarem gueixas, tendo acesso a uma formação privilegiada. 




Hoje, as poucas jovens que ingressam numa oki-ya o fazem por livre e espontânea vontade, muitas vezes atraídas por uma visão romantizada da profissão ou pelo amor pelas artes tradicionais do país e precisa se submeter a vários anos de rigoroso aprendizado, em que aprende a dançar, cantar e tocar instrumentos (como o shamisen, tradicional instrumento de cordas japonês).Além dessas habilidades, a formação de uma gueixa também pode incluir as artes da caligrafia, da pintura e da cerimônia do chá. 




Os custos do treinamento e dos quimonos são extremamente altos. Por isso, a figura do danna (patrocinador) é crucial para várias gueixas. Ele é o cliente especial que financia esses gastos, e com quem a gueixa mantém uma relação duradoura e íntima - embora muitas gueixas prefiram não ter esse tipo de relacionamento. Não é raro que o danna seja um homem casado, nem que a gueixa se torne seu amante. Mas uma verdadeira gueixa só se envolve sexualmente com um cliente quando assim desejar ou quando seu relacionamento vem de longa data (como é o caso do dana) - mas esse é um ponto de difícil compreensão tanto para os ocidentais como para os próprios japoneses. 




Mas essa vida diferenciada cobra seu preço: apesar de não serem explicitamente rejeitadas pela sociedade japonesa, as gueixas não se inserem no convívio social. 
Quando uma adolescente decide se tornar uma gueixa, a reação dos pais quase sempre é negativa, para dizer o menos; e o casamento, para uma gueixa, é algo impossível, a menos que se desista da profissão. 



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pau Brasil ou HY Brasil? qual a verdadeira origem do nome de nosso país?


     O paraíso na terra era conhecido como Brazil, num tempo anterior a 1500. Mapas medievais indicavam uma ilha a oeste da Irlanda chamada Hy Brazil (Hy indica o I de Island) . Algumas lendas diziam que se tratava de uma ilha mágica, coberta de ouro, belezas naturais e gente feliz. Outras fofocas antigas informavam que a ilha surgia a cada sete anos. Era avistada entre nevoeiros e reaparecia mais longe, antes que fosse possível atracar.
     Outras ilhas míticas resultaram ser verdadeiras, mas Hy Brazil nunca foi encontrada. Um dos que avistaram o lugar lendário foi o capitão Jonh Nisbet, numa viagem entre França e Irlanda, em 1674. Chegou a ganhar direitos da coroa para explorá-la, mas, claro, não a encontrou novamente. Para jogar o balde de água fria na magia, dizem que o tal lugar pode ter sido uma formação vulcânica passageira, o que explicaria o nevoeiro presente nas estórias. Mas uma lenda ligada à tradição celta retira autoridade de qualquer São Tomé: era preciso ter olhos “de ver” para enxergar Hy Brazil, pertencente ao mundo da vida após a morte.
     Agora, se o nome do nosso país vem daí, não há consenso. A ilha talvez tivesse esse nome por causa de um semi deus chamado Breasal. E o nosso Brasil é adjetivo para a cor de brasa que o caule do Pau Brasil tem por dentro, responsável pela tintura rubra tão apreciada àquela época da exploração européia.
     Caso o nome realmente tem origem nessa lenda, a hipótese que explica tamanha popularidade da outra versão é que exploradores do Pau Brasil associaram os nomes e ajudaram a difundir entre a população.



Os 47 ronin





A história verídica dos 47 Ronin da província de Harima é provavelmente a história mais conhecida do valor dos ideais e valor do Bushido.



A lenda começa em 1701, um tempo de paz durante o Shogunato de Tokugawa.

O Shogun Tsunayoshi vivia e reinava em Edo, enquanto o Imperador, que tinha muito pouco poder político, vivia em Kyoto. Para mostrar respeito para com o Imperador, Tsunayoshi enviava presentes para Kyoto por altura das celebrações do Ano Novo, e em retorno o Imperador mandava os seus presentes de Kyoto para Edo. Numa destas trocas de presentes Tsunayoshi decidiu enviar dois dos seus novos daimyos para receber os mensageiros imperiais. Naganori Asano-Takuminokami, Senhor do Castelo de Ako na província de Harima e Munehare Date, Senhor de Sendai. Pelo fato destes daimyos serem muito inexperientes em receber tão altos visitantes, o Shogun decidiu designar um alto oficial chamado Yoshinaka Kira-Kozukenosuke para os apoiar.

Kira, que era um homem arrogante e de má fama, ficou bastante irritado com Lord Asano por este não o presentear com caros artigos em sinal de apreciação e respeito por sua ajuda. Desta forma, Kira em vez de ajudar Lord Asano prejudicava-o sempre que podia e rebaixava-o publicamente sempre que tinha oportunidade. Depois de um par de meses, nesta situação de abuso a tolerância, a paciência de Asano acabou.

A 14 de Março incapaz de suportar mais os insultos de Kira, Lord Asano desembainhou sua Katana (em si uma ofensa capital quando efetuada dentro do castelo de Edo) e feriu Kira de leve. Por esta ofensa, o Shogun Tsunayoshi ordenou a Lord Asano que cometesse imediatamente seppuku. Kira, por outro lado, não recebeu qualquer punição. pelo contrario foi-lhe permitido continuar com os seus deveres oficiais. 

O fato do Shogun não ter punido Kira e ter ordenado a execução de seppuku a Lord Asano irritou por demais os seguidores e amigos de Asano.

De acordo com as leis reinantes quando um samurai cometia seppuku, o seu castelo era confiscado pelo Shogun, a sua familia era deserdada, e os seus 321 samurais eram ordenados a separar-se e a dispersar, tornando-se assim Ronins. Os samurais de Asano não estavam muito conscientes de como atuar perante esta situação. Alguns pensavam que deviam se recusar a entregar o castelo ao Shogun, outros achavam que deviam planejar uma ação de vingança e matar Kira, outros achavam que deviam respeitar a lei e render-se pacificamente.

Oishi Kuranosuke, chefe conselheiro de Lord Asano, depois de ouvir todas as opiniões transmitidas pelos samurais decidiu traçar um plano. Ele iria pedir ao Shogun o reestablecimento da "Casa de Asano" encabeçada pelo irmão mais novo de Lord Asano, Daigaku. Se esta petição falhasse os samurais de Lord Asano iriam se recusar de entregar o castelo e iriam defende-lo até à morte.

Nos dias que se seguiram, enquanto os agentes do Shogun se encaminhavam para Ako todos os samurai que se oponham à petição foram saindo do castelo, deixando apenas 60 samurais fieis a Lord Asano. Mesmo antes que qualquer dos emissários do Shogun chegassem ao castelo, Daigaku Asano enviou uma mensagem a Oishi pedindo-lhe que obedecesse às ordens do Shogun e entregasse o castelo.

Oishi e os restantes 59 samurais aceitaram o pedido de Daiguku, mas antes de entregarem o castelo decidiram traçar um plano de modo a restaurar a honra de seu mestre Lord Asano matando Kira, cujo caracter pouco tinha a haver com os samurais e que tanta desonra trouxe à familia de Lord Asano. Apenas a sua morte reporia de novo a honra a Lord Asano e a sua familia.

Deste modo separaram-se por forma a conceber e levar o seu plano em frente. Naturalmente que Kira suspeitava que os samurais de Asano tentassem se vingar dele. Para afastar qualquer tipo de suspeita Oishi retirou-se para Yamashima, suburbio de Kyoto, onde foi ganhando a reputação de jogador e bêbado, o que fez diminuir a guarda por parte do Shogun, bem como os espiões de Kira.

O Shogun ainda com receio de que a questão da morte de Lord Asano ainda não tivesse resolvida ordenou a prisão de Daigaku Asano e sentenciou o seu confinamento e de sua familia a uma pequena província, acabando assim, com alguma esperança que pudesse haver quanto ao reestablecimento da "Casa de Asano".

Durante cerca de dois anos eles esperaram pacientemente, disfarçados de comerciantes, de vendedores de rua e até de bêbados, procurando obter informações sobre Kira e estando atentos aos seus movimentos por forma a encontrar uma oportunidade para tomar de assalto a sua mansão. Até que finalmente Kira relaxou e diminuiu o desconfiança e a guarda a Oishi e seus companheiros.

Numa reunião secreta Oishi e os outros 59 Ronin decidiram que o tempo deles era chegado e que eles deveriam devolver a honra a seu mestre. Oishi decidiu levar consigo apenas 46 dos 59 Ronin. Ele decidiu enviar os outros 13 para junto das suas familias.

Um por um Oishi e os seu homens infiltraram-se em Edo, e numa noite de Inverno a 14 de Dezembro de 1702 os 47 Ronin atacaram a mansão de Kira enquanto ele dava uma festa do chá. Os 47 Ronin divididos em dois grupos atacaram a mansão pela entrada principal e pelas traseiras. Nessa batalha os 47 Ronin lutaram contra 61 guardas armados . Ao fim de uma hora e meia de batalha, os Ronin de Asano tinham morto ou capturado todos os guardas de Kira sem nenhuma perda.






Depois de uma busca pela mansão, Kira foi encontrado escondido na casa de fora. O Ronin trouxe Kira para o atrio principal e frente aos outros 46 deu-lhe a mesma oportunidade que foi dada a Lord Asano: morrer honradamente cometendo seppuku. Kira não queria cometer seppuku pelo que o Ronin o decapitou. Depois, para simbolizar a conclusão da sua missão, os 47 Ronin voltaram onde tinha sido sepultado Lord Asano no templo Sengaku-Ji e lá colocaram a cabeça de Kira, declarando assim a honra de Lord Asano redimida.



Preparados para morrer, Oishi enviou um mensageiro à Edo, informando o que tinha sido feito e dizendo que eles iriam ficar à espera no templo Sengaku-Ji, a aguardar ordens do Shogun.

O Shogun Tsunayoshi , em vez de ficar profundamente irado com o acontecimento, ficou muito impressionado com a enorme lealdade demonstrada pelos 47 Ronin. Este fato tornou a decisão de Tsunayoshi ainda mais difícil. Deveria ele apenas separar os 47 Ronin como reconhecimento pelo a sua enorme demonstração de lealdade para com o Bushido ou deveria ele puni-los de acordo com a lei? 

Depois de 47 dias de reflexão, Tsunayoshi ordenou que Oishi e 45 dos Ronin se matassem, não como meros criminosos mas como honrrados guerreiros. O mais novo dos Ronin que foi enviado a Ako com a noticia da morte de Kira foi poupado a esta sentença.

Em 4 de Fevereiro de 1703 os 46 Ronin foram divididos em quatro grupos e entregues a 4 diferentes daimyo, que foram ordenados de supervisionar e testemunhar as suas morte. Oishi e os outros 45 Ronin cometeram seppuku simultaneamente, dignificando-se no seu valente sacrifício  Depois das suas mortes, os 46 Ronin foram enterrados lado a lado com seu mestre no templo Sengaku-Ji.

Hoje em dia, a memória dos 47 Ronin é celebrada numa peça chamada Chusingura que leva a platéia às lágrimas. Adicionalmente, cada ano milhares de Japoneses visitam o local onde estão enterrados os corpos do 46 Ronin no Templo Sengaku-Ji para prestar homenagem à honra e lealdade dos 47 Ronin e a sua dedicação ao codigo do Bushido.



sábado, 30 de abril de 2011

SEPPUKU


Para o samurai, a perda da honra era algo inaceitável. Do que viver envergonhado, era preferível que se tirasse a própria vida e para isso existia o seppuku. Além da vergonha por perder uma batalha, de algum ato desleal ou da ordem de um superior, o guerreiro podia se matar também para demonstrar sua opinião contrária.

O seppuku, quando planejado, era um ritual detalhado e repleto de significados. Primeiramente o guerreiro se banha e veste somente roupas brancas (a cor branca significa luto no oriente). Sua comida favorita lhe é servida e quando termina a refeição, o samurai escreve um poema. Geralmente, o kaishakunin (seu ajudante, amigo ou subordinado de confiança) ficava ao seu lado na cerimônia, enquanto ele abria o seu kimono e cravava em seu ventre a wakizashi (espada mais curta) ou tantô (punhal). Terminado o corte, o ajudante executava a sua principal função no ritual, a decapitação.

Quando o suicídio era cometido no campo de batalha, muitas destas etapas eram deixadas de lado e o kaishakunin era, geralmente, o daimyô inimigo. Isso demonstrava que o guerreiro tinha lutado bravamente e merecia morrer com honra.

Algernon Freeman-Midford, um diplomata britânico, presenciou o seppuku de Taki Zenzaburo (que havia ordenado um ataque a um acampamento estrangeiro) e relatou o episódio da seguinte maneira:

“Comandada pelo próprio imperador, a cerimônia ocorreu às 22:30 h em um templo de Seifukuji, o quartel general das tropas de Satsuma.

Taki, sem hesitar e demonstrar emoção alguma confessou: “Eu sozinho ordenei o ataque aos estrangeiros em Kobe e novamente quando eles tentaram escapar. Por este crime eu me desventrarei e imploro aos presentes que me dêem a honra de presenciar o ato”.

Cuidadosamente iniciou o ritual retirando a parte superior de seu kimono e prendeu as mangas embaixo do joelho para que ele caísse para frente e morresse como um nobre cavalheiro japonês. Com firmeza, Taki pegou a espada, fitou-a como se fizesse seus últimos pensamentos e rasgou a barriga. Durante toda a operação ele não moveu um músculo de sua face.

Posicionou-se então o kaishakunin. Segurou a sua espada no ar por um segundo e decapitou Taki em um movimento preciso. O silêncio do recinto era quebrado pelo som do sangue caindo em nossa frente.“

Existiram ainda duas variações do seppuku:
Kanshi: motivado principalmente em protesto a algum superior, esta forma de suicídio consistia em, com um profundo corte horizontal no estômago coberto por uma bandagem, o guerreiro aparecia na frente de seu superior e revelava a sua insatisfação e em seguida a ferida.
Jigai: o suicídio da mulher era para evitar o estupro por guerreiros inimigos. Elas amarravam as coxas aos tornozelos para que pudessem morrer em uma posição digna e cortavam a veia jugular.

Um dos primeiros registros do seppuku é o de Minamoto Tametomo, conhecido pela sua habilidade no manejo do arco-e-flecha, que se suicidou em 1170 após perder uma batalha para o clã inimigo dos Taira.

Logo após a restauração Meiji, em 1873 o seppuku foi abolido oficialmente como uma forma de punição. No entanto, suicídios desta maneira continuaram a existir voluntariamente. Entre eles, destacam-se o do escritor Yukio Mishima que, em 1970, desventrou-se em protesto à inércia do exército japonês em relação à sua proposta de golpe de estado para que o poder retornasse ao imperador.

domingo, 24 de abril de 2011

Sealand: o menor país do mundo

Bandeira de Sealand


     Sealand é atualmente o menor país do mundo, com 0,055 km². Devido à uma mudança que o Reino Unido fez em seus limites territoriais, Sealand se encontra agora em águas internacionais. Isso fez dele uma pequena nação independente, embora sua soberania não seja reconhecida por nenhum país.




     O território do país resume-se a uma grande base naval construída pelo Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial a 10 km da costa do sudeste da Inglaterra. O acesso à ilha apenas é possível por helicóptero ou barco. Outrora chamada de Rough Towers, a base foi desativada assim que a guerra acabou.


visão aérea da base


     Em 1978, aproveitando a ausência do chefe de estado Roy Bates, um empresário alemão auto-proclamado primeiro-ministro de Sealand encenou uma invasão ao estado, dominando-a rapidamente e mantendo as pessoas que ali estavam de reféns, dentre elas o herdeiro Michael. No entanto, ao saber da situação, Roy conseguiu recuperar a ilha, resgatando os reféns e expulsando os invasores. Este foi o acontecimento local mais próximo de uma guerra, sobre o qual não se tem muitas informações - nem o próprio site governamental é muito explícito a respeito.

     No começo de janeiro de 2007, o príncipe Michael de Sealand decidiu pôr a ilha artificial à venda. Considerado o menor país do mundo, Sealand emite os seus próprios passaportes e selos de correio, títulos de nobreza, tem moeda própria e, inclusive, uma seleção nacional de futebol, entre outras características de um Estado independente. Porém os seus habitantes moram em barracões de aço e convivem o tempo todo com o barulho de vários geradores.


Moeda local


     Pela plataforma, à qual só é possível chegar de helicóptero ou barco, os proprietários pedem 1 milhão de libras (R$ 3,42 milhões) e detalham as qualidades do local: vista infinita do mar, tranqüilidade absoluta garantida, nada de impostos.

     Em 2007 o site The Pirate Bay anunciou o interesse em comprar Sealand, para lá hospedar os seus servidores, que formam "o maior tracker de BitTorrents do mundo" (segundo os próprios). Os fundadores do Partido Pirata estão interessados em ter um pouco de paz e sossego, e hospedarem seus serviços longe de ações judiciais, como as tentativas feitas pela RIAA (indústria fonográfica estadunidense) e outros.


Brasão de Sealand


     O governo britânico já ponderou retomar Sealand mais de uma vez. A maioria dos governos e pessoas consideram Sealand apenas uma micronação - um estado fictício não-reconhecido, no entanto ele não é "invadido" pelo Reino Unido por ser considerado propriedade privada de uma família britânica e por possíveis danos à imagem pública do estado britânico.



Website governamental http://www.sealandgov.org/

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Video da semana


No video, Biorn é um viking que procura a morte através da batalha, para assim poder ir ao Valhala, o paraíso nórdico, e não para algum lugar chato e calmo após a morte.




Valhala


Na mitologia nórdica ou escandinava é o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
Odin teria ouvido que matariam todos os seus filhos e demais guerreiros. Curioso e precavido, achegou-se a deusa da sabedoria, um oráculo, que não quis lhe revelar a veracidade do boato. Insistente, Odin teria a seduzido, resultando em nove filhas conhecidas como valquírias.
Odin, então, ordenara a uma delas, que foi incumbida de construir e organizar um palácio mágico, Castelo de Valhala, em Asgard (a terra dos deuses nórdicos), para onde seriam enviados todos os guerreiros mortos em batalha, chamados Einherjar.
Metade das almas dos guerreiros passariam, então, os seus dias a treinarem-se em combates, desfrutando grandes banquetes e orgias a noite. A condição imposta seria a de proteger o castelo. Elas formariam um exército ("Exército das Almas Vivas"), invencível até ao advento do Ragnarok, quando combateriam ao lado de Odin. Com a chegada da noite, metade das almas seriam reconfortadas com as mesmas refeições dos deuses. A outra metade seguia para Folkvang, o palácio de Freyja.



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Serial Killers: Nancy "nannie doss" Hazle (1905-1965)



     Nascida no Alabama, EUA, Nannie viveu uma infância de revolta contra o pulso firme do pai. Com 7 anos, a menina sofre um acidente numa cabine de trem, batendo a cabeça no banco. Desde então, passa a ter fortes dores de cabeça, perdas de consciência e depressão.

     Era fascinada pela coluna de jornal Lonely Hearts, onde eram  publicados contos de amor e anúncios com perfis de pretendentes de casamento. Por meio do jornal, ela conhece Charlie Braggs e se casa, ainda adolescente, em 1921.

     Ela dá à luz quatro meninas. Para aliviar a pressão do dia a dia, com a sogra interferindo nas decisões do casal, começa a beber e a fumar. O casamento esfria e duas filhas morrem por intoxicação alimentar. Charlie desconfia da mulher e foge com a filha mais velha, Melvina.

     Nannie vai para a Florida com a filha mais nova e se casa com Robert Harrelson. Lá, reencontra Melvina e, ao ajuda-la a dar à luz, a netinha morre. Tonta de éter, Melvina acha ter visto a mãe espetar um alfinete no bebê. Sob seus cuidados, um outro neto morre por asfixia.

     Comemorando o fim da segunda guerra mundial, em 1945, Robert chega bêbado em casa e violenta Nannie. No dia seguinte, ela mata o marido ao envenenar seu uísque. Nannie foge para a Carolina do Norte e se casa com Arlie Lanning, que morre de um suposto ataque cardíaco.

     Após a morte da terceira sogra, de quem "cuidava", Nannie vai morar com a irmã, Dovie, que também morre sem explicação. Em Kansas, casa-se com Richard Morton. O cara era um homem de negócios mulherengo que, junto com a mãe, teve o trágico fim de vários parentes de Nannie...

     Nannie só foi presa após matar o quinto marido, Samuel Doss, em Oklahoma. O histórico de internações de Samuel leva os médicos a pedir uma autópsia, que aponta intoxicação por arsênico. Nannie é presa tentando coletar a grana do seguro de vida, como fazia os outros maridos mortos.

     Nannie confessou ter matado quatro maridos, uma irmã, um neto e uma sogra. Pega prisão perpetua em 1955 e morre de leucemia 10 anos depois.



Fonte: mundo estranho

terça-feira, 5 de abril de 2011

Vikings




     Os vikings eram navegadores habilidosos que viviam na região onde hoje estão a Noruega, a Suécia e a Dinamarca, no norte da Europa.

     Quando estavam em suas terras, eram fazendeiros que cuidavam de plantações e de gado, alem de caçar e pescar. Depois do plantio das sementes, na primavera, ou logo apos a colheita, no outono, os mais jovens partiam em expedições maritimas de pirataria e comércio.

     Os meninos eram treinados desde pequenos para serem corajosos. Eles praticavam esportes e aprendiam a manejar espadas, martelos e lanças.

     Todas as crianças, incluindo as meninas, eram ensinadas a cantar, recitar e contar histórias conhecidas como sagas. Os vikings adoravam sentar-se ao redor do fogo para ouvir poemas sobre seus feitos e seus heróis. Dessa forma muitos conhecimentos foram passados de geração em geração.

     As crianças adoravam patinar no gelo. Para isso usavam um calçado de couro equipado com uma lâmina de osso

     Os vikings faziam casas de um só comodo, sem nenhuma divisao interna. Os mais ricos construiam varias coisas assim, uma perto da outra.

     Eles tambem tinham um alfabeto próprio, com letras chamadas runas, que eram esculpidas em pedras.




As viagens

     A visão de um barco viking chegando  muitas vezes era motivo de pavor nas cidades litorâneas. É que , entre os séculos IX e XI, esse povo atacou e depois colonizou varias áreas da europa.

     Entre as terras conquistadas estavam parte da Inglaterra e da Irlanda, o norte da França, da Islândia, a Groenlândia e a Rússia. Eles tambem chegaram ao norte da África, à Itália, à Espanha, a Portugal e à América do Norte.

     Para navegar, se orientavam pelo sol e pelas estrelas. Quando o céu ficava nublado, esperavam até que o tempo melhorasse. Os barcos tinham remos e também uma grande vela quadrada.

     Os vikings gostavam de ancorar em baías para passar a noite. Em terra montavam tendas, acendiam fogueiras e cozinhavam mingau com peixe ou carne-seca. Às vezes eram obrigados a dormir no barco e então deitavam sobre os bancos de remar e se enrolavam em peles, pois não podiam fazer fogo para se esquentar.

     Os barcos vikings tinham as duas extremidades levantadas, permitindo que se movimentasse para frente, ou para tras. A proa muitas vezes tinha uma escultura de dragão.

     Feitas de madeira leve, as embarcações podiam ser carregadas por terra entre dois rios próximos.



Na América

     Há mil anos, os vikings chegaram à região onde hoje está o Canadá. Existem duvidas sobre quem descobriu a existência das terras, mas acredita-se que o primeiro a visita-las teria sido Leif Eriksson, também chamado de Leif, o sortudo. Ele era filho de Eric, o vermelho, que colonizou a Groenlândia.

     Não se sabe o local exato, mas Leif chegou a algum ponto no leste ou no nordeste do Canadá. Mais tarde, outras expedições visitaram a América e conta-se que uma pequena colônia foi montada. Os estrangeiros teriam desistido do novo território depois de brigas com grupos de indígenas locais.

     A história da passagem dos vickings pela América está registrada em duas sagas.

     Em 1960, arqueólogos encontraram vestígio de casas e objetos em um lugar chamado L'anse aux Meadows, bem no norte do Canadá, onde hoje há um parque nacional. Analises mostraram que o material descoberto era do ano 1000.

     Ninguém sabe ao certo, mas talvez os vikings tenham extraido madeira da América do norte para construir casas na Islândia e na Groenlândia.

     As sagas descrevem vários lugares que teriam sido visitados por esse povo. Pesquisadores tentam até hoje descobrir outros lugares aonde os vikings possam ter chegado.






segunda-feira, 4 de abril de 2011

Desenhos gigantes - as linhas de Nazca

Desenhos feitos no solo, como os de Nazca, são chamados de geoglifos.


















     As linhas de Nazca são um dos maiores mistérios da humanidade. Foram descobertas em 1930 por um arqueólogo que sobrevoava a região e até hoje ninguém sabe exatamente por que foram desenhadas.

     Essas gigantescas figuras gravadas no deserto há mais de 2 mil anos só podem ser vistas do alto, o que aumenta o enigma sobre elas. Na época em que surgiram, o ser humano ainda nem sequer sonhava com o avião ou qualquer outra maquina voadora. Então, como o povo que fez essas linhas poderia observa-las?

     Os desenhos foram feitos com a remoção da camada superficial do solo pelo povo nazca. São varias imagens de animais, plantas e figuras geométricas, que se estendem por uma área de 500 Km.

     Como a região é uma das mais áridas do país, os desenhos não desaparecem com a ação do tempo. Em 1994, as linhas foram declaradas patrimônio histórico da humanidade pela Unesco.

  
A região de Nazca é muito seca. Ali costuma chover apenas meia hora a cada 2 anos.


     Desde a sua descoberta, dezenas de explicações surgiram para os desenhos de Nazca. Há quem acredite que sejam um imenso mapa com a indicação de águas subterrâneas. Outros dizem que os nativos do local riscaram o solo em homenagem aos deuses relacionados à chuva.

     Desenhos como o do macaco, da aranha, e de pássaros foram associados a antigos símbolos andinos ligados à agua. Algumas dessas formas apontam para as montanhas, de onde supunham que viessem as chuvas.

     A hipótese mais aceita é a de que as linhas de Nazca representem um calendário com a indicação das estações do ano e do melhores períodos para o plantio e a colheita. Entretanto, as teorias mais famosas são as que dizem que os desenhos foram feitos por extraterrestres. Ou que o povo da região conhecia o segredo dos balões e sobrevoava suas figuras;


Entre os desenhos que podem ser observados do ar estão uma orca, uma aranha, um macaco, um condor, um pelicano,varias flores e arvores e figuras geométricas como triângulos e espirais.


domingo, 3 de abril de 2011

Hijikata Toshizou, o vice-comandante demoniaco.






     Nasceu em 31 de maio de 1835, aonde hoje é tokyo. ficou orfão ainda jovem e foi criado pelo seu irmão.



     Passou sua juventude vendendo um medicamento para o tratamento de lesões, como hematomas e ossos quebrados de sua familia, enquanto aprendia a arte da espada sozinho.


     Seu cunhado gerenciava um dojo Tennen Rishin-ryū, e através dele, Hijikata conheceu Kondou Isami  e foi formalmente matriculado na Tennen Rishin-Ryu Shieikan, em 1859. 


     Embora ele próprio nunca tenha dominado totalmente o Tennen Rishin-ryu , é dito que ele conseguiu desenvolver o "Shinsengumi-Kenjutsu" um estilo de luta baseado no Rishin Tennen-Ryu.


     Em 1863, ele o Kondou Isami formaram o Shinsengumi. Kondo, Kamo Serizawa e Niimi Nishiki, eram os comandantes do Shinsengumi e Hijikata era um dos vice-comandantes.


     Logo, Kondou torna-se o único comandante do Shinsengumi, com Yamanami Keisuke e Hijikata como seus vice-comandantes.


     As regras do Shinsengumi eram rigorosamente aplicadas por Hijikata e acabou ganhando o apelido de "vice-comandante demoníaco" ou "o demônio do Shinsengumi". Desertores e traidores eram ordenados a cometer seppuku, o que aconteceu com Yamanami Keisuke em 1865 por violar a segunda regra do shinsengumi.


     Em 25 de abril de 1868, Kondou foi executado pelo novo governo e Hijikata comandou o shinsengumi em suas ultimas batalhas.


     Ele sabia que estava lutando uma batalha perdida, e disse ao médico Matsumoto Ryojun que "eu não estou indo para a batalha para ganhar. Com o governo de Tokugawa prestes a ruir, seria uma vergonha se ninguém estivesse disposto a cair com ele. É por isso que eu devo ir. Vou lutar com o melhor combate da minha vida a morrer para o país".


     Quando a curta República Ezo foi fundada, Hijikata foi feito um vice-ministro do Exército.


     No conflito final da revolução, em 11 de maio de 1869, Hijikata foi morto em combate a cavalo por uma bala que atingiu a parte inferior de suas costas.


     Não se sabe onde Hijikata foi enterrado, mas uma lápide memorial fica perto da Estação de Itabashi em Tóquio , ao lado de Kondo Isami. O poema de morte confiado a Ichimura Tetsunosuke pouco antes da morte de Hijikata diz:




"Meu corpo pode cair na ilha de Ezo, mas meu espírito guarda meu senhor, a leste."