Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosidades. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de maio de 2011

Como fazer alguém concordar com você



Quer fazer alguém concordar com você? Quer convencer alguém de algo? É só dar uma olhada nas dicas de um novo estudo americano, que analisou como as características da fala influenciam as decisões das pessoas em participar de pesquisas telefônicas.
As conclusões do estudo se aplicam em muitas outras situações, desde fechamento de vendas até angariar votos e fazer seu parceiro ver as coisas à sua maneira.
Segundo os pesquisadores, os entrevistadores que falaram moderadamente rápido, a uma taxa de cerca de 3,5 palavras por segundo, eram muito mais bem sucedidos em conseguir que as pessoas concordassem com eles do quem falava muito rápido ou muito devagar.
Os cientistas gravaram 1.380 chamadas telefônicas introdutórias feitas por 100 entrevistadores. Eles analisaram a fala, fluência, tom e altura da voz, e correlacionaram as variáveis com seu sucesso em convencer as pessoas a participar da pesquisa.
Como as pessoas que falam muito rápido são vistas como “espertões” que podem enganá-las, e pessoas que falam muito devagar são vistas como não muito brilhantes ou muito pedantes, a conclusão sobre a velocidade de discurso faz sentido.
Já outra conclusão foi surpreendente: os pesquisadores achavam que os entrevistadores que parecessem animados e alegres, com muita variação no tom de suas vozes, seriam mais bem-sucedidos. Na verdade, houve apenas um efeito marginal de variação no tom nas taxas de sucesso.
Os cientistas dizem que pode ser que a variação no tom só é útil para alguns entrevistadores, mas para outros, muita variação soa artificial, como se eles estivessem “forçando a barra”, o que afasta as pessoas.
O tom e altura da voz são qualidades altamente relacionadas ao gênero, em grande parte influenciadas pelo tamanho do corpo e o tamanho correspondente da laringe, ou caixa vocal. Normalmente, os homens têm vozes em tom baixo e as mulheres de alta-frequência.
Os pesquisadores examinaram se as decisões dos entrevistados eram influenciadas de forma diferente dependendo se um homem ou mulher a entrevistou. Eles descobriram que homens com vozes mais agudas tiveram menos sucesso do que seus colegas de voz profunda. Já com as mulheres, eles não encontraram nenhuma evidência clara de que o tom importava.
A última característica do discurso examinada foi o uso das pausas. Os cientistas descobriram que os entrevistadores que fizeram frequentemente pequenas pausas foram mais bem sucedidos do que os perfeitamente fluentes.
Entretanto, as pessoas que pausam demais são vistas como disfluentes. Mas o interessante é que mesmo os entrevistadores mais disfluentes apresentaram maiores taxas de sucesso do que os perfeitamente fluentes.
Quando as pessoas estão falando, naturalmente fazem pausas, cerca de 4 ou 5 vezes por minuto. Soa mais natural no contexto. Se o entrevistador não faz pausas, parece que sua fala é “ensaiada demais”.
Os pesquisadores querem continuar as suas análises, comparando o discurso dos entrevistadores mais e menos bem-sucedidos para ver como o conteúdo das conversas, assim como medidas de qualidade de voz, se relacionam com suas taxas de sucesso.

sábado, 14 de maio de 2011

Fungo transforma formigas em zumbis



Um fungo parasita é capaz de manipular uma formiga, enchendo sua cabeça com células fúngicas e comandando seus músculos de modo que a formiga morra apenas quando e onde o fungo quiser.
Não, isso não é o roteiro de um filme de ficção científica. Segundo uma nova pesquisa realizada em uma floresta tropical tailandesa, os fungos de uma espécie chamada Ophiocordyceps podem realmente infectar uma formiga, de forma que ela vaga que nem um bêbado pelo chão da floresta, comandada por ele, antes de morrer no local que ele deseja.
As formigas, de uma espécie chamada Camponotus leonardi, vivem nas copas das árvores, mas vão ao chão ocasionalmente, quando podem contrair o fungo. Formigas saudáveis andam em trilhas totalmente diferentes das infectadas, que ziguezagueiam sobre a vegetação baixa, às vezes caindo e convulsionando antes de dar sua mordida final.
Nesse estudo mais recente, os pesquisadores examinaram formigas saudáveis e infectadas para comparar seus movimentos e revelar os efeitos fisiológicos do fungo. Em um estudo anterior, publicado em 2009, eles descobriram que o fungo manipula as formigas infectadas para levá-lo ao lugar ideal para se reproduzir.
Os cientistas observaram um total de 42 formigas infectadas, sendo que algumas das quais foram dissecadas. A cabeça das formigas estava preenchida com células fúngicas, e os músculos que operavam sua mandíbula, ou maxilar, estavam atrofiados.
No contexto de morder, eles permitem que as mandíbulas trabalhem em um sentido e direção únicos. Normalmente, elas abrem e fecham, mas, neste caso, só podiam fechar.
O fungo também parece sugar todo o cálcio das formigas, provocando uma condição semelhante ao rigor mortis (sinal reconhecível de morte causado por uma mudança química nos músculos, que endurece os membros, fazendo com que eles não possam se mexer ou serem manipulados).
Olhando para 16 formigas infectadas, os pesquisadores descobriram que suas últimas mordidas ocorreram perto do meio-dia, indicando que elas são sincronizadas pelo sol ou outra sugestão relacionada, como temperatura ou umidade.
Apesar das formigas morderem a folha ao meio-dia, elas não morrem de fato até anoitecer. Provavelmente essa estratégia garante que o fungo tenha uma longa noite pela frente, durante a qual ele pode, literalmente, explodir a cabeça da formiga para se libertar e começar a crescer.
O caminho estranho que leva à morte da formiga é completamente fora de sintonia com o seu comportamento normal, e parece ser uma forma do fungo obter um local perfeito para crescer e espalhar seus esporos.
Não é a primeira vez que um fungo é observado manipulando o comportamento de artrópodes, como grilos, abelhas, vespas e talvez até aranhas. Além disso, mais amplamente, muitos parasitas, sejam eles vegetais, animais ou vírus, podem alterar o comportamento de seus hospedeiros.
Os pesquisadores acreditam que existam fenômenos semelhantes em uma ampla gama de organismos. Para os fungos, é um truque evolutivo muito eficiente usar os músculos de um animal para transportá-lo para outro ambiente, já que muitos fungos dependem do vento ou de outros meios passivos para dispersar seus esporos.

O incrivel e colorido mundo dos fungos


Quando falamos de fungos você pensa naqueles bolores que apareceram no queijo que já está há meses na sua geladeira? Pense duas vezes! Os fungos são muito mais coloridos e interessantes do que isso. Confira essas imagens incríveis:




Você acha que os fungos são animais? Vegetais? Na verdade, eles não são nenhum dos dois – eles constituem um reino separado na natureza, intermediário.



É justamente isso que torna os fungos tão interessantes. E se você torce o nariz para eles, lembre-se que eles fazem parte da nossa dieta (champingnons, shitake e as famosas e caras trufas são alguns exemplos). Outros fungos, que não são os cogumelos, também são essenciais na fabricação de outros alimentos. Sem eles não teríamos cerveja, vinho, queijo… isso sem falar em medicamentos como penicilina e antibióticos.



Apesar dos fungos mais famosos serem brancos, marrons ou escuros boa parte deles é extremamente colorida, como você pode ver por essas fotos. Há até algumas variedades de cogumelos que não apenas são coloridas, como brilham no escuro, como o Mycena chlorophos, que habita as florestas brasileiras e japonesas.



Mas há fungos que fazem jus à fama, como o Cryptococcus gattii, que pode ser fatal se seus esporos forem aspirados.



Formigas protegem árvores de elefantes



Na teoria, o senso comum é que elefantes têm medo de ratos, mas, na realidade, eles parecem ter mais medo de insetos.
Pesquisas realizadas na área central do Quênia, em Laikipia e no Tsavo National Park, descobriram que uma espécie de acácia encontrada no leste da África parece ser protegida contra danos causados por elefantes. E quem as protege? As formigas que vivem nelas.
Os elefantes retiram e destroem as cascas das árvores quando se alimentam. O número de elefantes no planalto central do Quênia tornou-se elevado demais nos últimos anos, o que estava diminuindo bastante a vegetação arbórea.
Porém, os pesquisadores ficaram intrigados quando observaram que a cobertura arbórea só tinha diminuído em áreas com solo arenoso, e não em solos argilosos.
No solo argiloso parecia haver apenas um tipo de árvore, uma acácia chamada Acacia drepanolobium. Elas têm uma relação simbiótica com formigas: a planta fornece abrigo e alimento para elas, e elas protegem a planta de elefantes.
Os pesquisadores testaram esse “sistema de segurança” e, realmente, os elefantes só se interessaram em comer as árvores quando as formigas foram retiradas da planta. Os investigadores notaram que os elefantes não queriam sequer tocar os ramos com formigas, pois podiam sentir o cheiro delas e sabiam que seria doloroso comer aquela planta. E eles não têm apenas medo de formigas, mas também fogem de áreas com abelhas, logo que ouvem seus zumbidos.
Segundo os pesquisadores, os elefantes parecem ser cuidadosos quanto a evitar serem mordidos no lado inferior de seus troncos. Outros herbívoros de grande porte, especialmente as girafas, comem as árvores mesmo com as formigas tentando as atacar, provavelmente porque não são tão incomodadas pelos animais. Os investigadores pretendem descobrir porque, e como funciona a ação das formigas. 

[BBC]

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gueixas





A casa das gueixas se chama oki-ya. Embora hoje nem todas as gueixas vivam de fato no oki-ya, normalmente elas começam a carreira morando nesse local. A okami-san, proprietária do estabelecimento, é a responsável pelos negócios e pela formação das gueixas. Ao mesmo tempo em que é a autoridade da casa, atua como uma espécie de segunda mãe para elas. Em geral, a própria okami-san é uma ex-gueixa. 



Os bairros onde as gueixas moram são conhecidos como hanamachi, e os principais bairros estão localizados nas cidades de Kyoto e Tokyo. Uma gueixa iniciante é chamada de maiko - embora também exista a denominação tamago para as aprendizes mais novas. 
Antigamente, não era raro as famílias pobres do Japão venderem suas filhas para bordéis, com o objetivo de reduzir o número de bocas para alimentar. Se essas crianças fossem consideradas bonitas ou muito inteligentes, poderiam ser treinadas para se tornarem gueixas, tendo acesso a uma formação privilegiada. 




Hoje, as poucas jovens que ingressam numa oki-ya o fazem por livre e espontânea vontade, muitas vezes atraídas por uma visão romantizada da profissão ou pelo amor pelas artes tradicionais do país e precisa se submeter a vários anos de rigoroso aprendizado, em que aprende a dançar, cantar e tocar instrumentos (como o shamisen, tradicional instrumento de cordas japonês).Além dessas habilidades, a formação de uma gueixa também pode incluir as artes da caligrafia, da pintura e da cerimônia do chá. 




Os custos do treinamento e dos quimonos são extremamente altos. Por isso, a figura do danna (patrocinador) é crucial para várias gueixas. Ele é o cliente especial que financia esses gastos, e com quem a gueixa mantém uma relação duradoura e íntima - embora muitas gueixas prefiram não ter esse tipo de relacionamento. Não é raro que o danna seja um homem casado, nem que a gueixa se torne seu amante. Mas uma verdadeira gueixa só se envolve sexualmente com um cliente quando assim desejar ou quando seu relacionamento vem de longa data (como é o caso do dana) - mas esse é um ponto de difícil compreensão tanto para os ocidentais como para os próprios japoneses. 




Mas essa vida diferenciada cobra seu preço: apesar de não serem explicitamente rejeitadas pela sociedade japonesa, as gueixas não se inserem no convívio social. 
Quando uma adolescente decide se tornar uma gueixa, a reação dos pais quase sempre é negativa, para dizer o menos; e o casamento, para uma gueixa, é algo impossível, a menos que se desista da profissão. 



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pau Brasil ou HY Brasil? qual a verdadeira origem do nome de nosso país?


     O paraíso na terra era conhecido como Brazil, num tempo anterior a 1500. Mapas medievais indicavam uma ilha a oeste da Irlanda chamada Hy Brazil (Hy indica o I de Island) . Algumas lendas diziam que se tratava de uma ilha mágica, coberta de ouro, belezas naturais e gente feliz. Outras fofocas antigas informavam que a ilha surgia a cada sete anos. Era avistada entre nevoeiros e reaparecia mais longe, antes que fosse possível atracar.
     Outras ilhas míticas resultaram ser verdadeiras, mas Hy Brazil nunca foi encontrada. Um dos que avistaram o lugar lendário foi o capitão Jonh Nisbet, numa viagem entre França e Irlanda, em 1674. Chegou a ganhar direitos da coroa para explorá-la, mas, claro, não a encontrou novamente. Para jogar o balde de água fria na magia, dizem que o tal lugar pode ter sido uma formação vulcânica passageira, o que explicaria o nevoeiro presente nas estórias. Mas uma lenda ligada à tradição celta retira autoridade de qualquer São Tomé: era preciso ter olhos “de ver” para enxergar Hy Brazil, pertencente ao mundo da vida após a morte.
     Agora, se o nome do nosso país vem daí, não há consenso. A ilha talvez tivesse esse nome por causa de um semi deus chamado Breasal. E o nosso Brasil é adjetivo para a cor de brasa que o caule do Pau Brasil tem por dentro, responsável pela tintura rubra tão apreciada àquela época da exploração européia.
     Caso o nome realmente tem origem nessa lenda, a hipótese que explica tamanha popularidade da outra versão é que exploradores do Pau Brasil associaram os nomes e ajudaram a difundir entre a população.



Gritar palavrões ajuda a diminuir a dor



Xingar não leva a nada, mas faz você se sentir melhor quando passa por uma situação de dor. E essa afirmação é científica: segundo uma nova pesquisa, o palavrão realmente ajuda na amenização da percepção da dor.
Durante o estudo, os participantes tiveram que escolher cinco palavras que eles provavelmente usariam se acertassem seu próprio polegar com um martelo. A primeira palavra listada seria o “palavrão” que normalmente viria a cabeça. Eles também listaram cinco palavras “entediantes” (as que usariam para descrever uma mesa, por exemplo).
Em seguida, os participantes colocaram suas mãos em um recipiente com água gelada, e tiveram que as manter lá – enquanto “xingavam” repetidamente – o maior tempo que pudessem.
Antes e depois de mergulhar as mãos na água fria, a frequência cardíaca de cada participante foi registrada. E logo que eles decidiam que não conseguiam mais suportar a baixa temperatura, eram convidados a avaliar a quantidade de dor que sentiram.
Os pesquisadores achavam que “xingar” faria com que a água fria parecesse muito mais fria, diminuindo a tolerância dos participantes para a dor e aumentando a sua percepção dela. Na verdade, o contrário ocorreu: as pessoas resistiram a fortes estímulos dolorosos por mais tempo se ficavam repetindo um palavrão do que se falassem palavras normais.
Os cientistas acreditam, a julgar pelas taxas cardíacas dos participantes, que eles ativaram sua resposta de “luta ou fuga” (uma resposta ao estresse), porque o palavrão amplifica os sentimentos de agressão (é a mesma situação de jogadores adversário se provocando antes de um jogo importante).
Curiosamente, as mulheres relataram sentir menos dor depois de xingar. Sexo frágil, então? Hilariamente, os pesquisadores disseram que os palavrõesb não aumentou a tolerância à dor em alguns homens com tendência a “catastrofizar” (uma maneira britânica educada de dizer que alguns dos garotos eram totais rainhas do drama).
E você, o que acha? Que o palavrão realmente tem poder analgésico?

[MSN]

terça-feira, 3 de maio de 2011

Fez algo errado? Fique vermelho – isso vai ajudar



Não tenha vergonha de ter vergonha: esse sentimento pode lhe trazer benefícios. Uma nova pesquisa descobriu que as pessoas que ficam vermelhas após cometer um erro ou uma gafe social são consideradas mais confiáveis e julgadas de forma mais positiva do que as que não coram.
196 estudantes universitários, com idades entre 17 e 44 anos, participaram do estudo. Eles jogaram um jogo on-line sobre prisioneiros. Durante a primeira rodada, um adversário virtual colaborou com a estratégia de cada participante e eles dividiram o prêmio. Na segunda rodada, o adversário “traiu” o participante e ganhou um prêmio superior sozinho.
Após duas rodadas, os participantes viram fotografias dos seus adversários virtuais com uma dessas quatro expressões: neutra, neutra mas corada, com vergonha, e com vergonha e corada.
Quando os participantes foram convidados a fazer uma “missão de confiança” no final do jogo, eles julgaram mais amenamente o traidor quando ele tinha ficado vermelho, acreditando que os corados eram menos propensos a trair novamente. Os participantes ainda deram mais dinheiro do prêmio da tarefa de confiança aos corados e os avaliaram como mais honestos do que os não ficaram vermelhos.
Segundo os pesquisadores, se você faz algo errado, as pessoas gostam mais quando você se envergonha – e ficar vermelho demonstra isso. Charles Darwin descreveu o ato de corar como a mais peculiar e mais humana de todas as expressões.
E essa é uma reação da qual não temos o menor controle. O rubor é uma forma importante dos seres humanos exibirem suas emoções e isso tem um efeito apaziguador sobre as pessoas após uma gafe social, pois demonstra que você se preocupa com a opinião dos outros, o que geralmente é uma coisa boa.
Descubra mais fatos intrigantes sobre corar:
- Pessoas com personalidades autoconscientes têm mais probabilidade de corar, especialmente os ansiosos ou tímidos.
- A vermelhidão “clássica” dura poucos segundos e é controlada pelo sistema nervoso simpático. Se durar mais e vier com manchas ao redor do pescoço, pode ser impulsionada por hormônios.
- Pessoas de todos os tons de pele coram, mas pode ser mais difícil notar o efeito em pessoas com pele mais escura.
- As mulheres supostamente coram mais do que os homens, mas nenhum estudo sobre diferenças de gênero encontrou evidências fortes disso.
- O rubor é exclusivo dos seres humanos, embora alguns animais com pele nua tenham reações de vermelhidão, então parecem corar. [MSN]

Artista transforma cômodos em instalações em 3D


A alemã Heike Weber faz um trabalho de causar inveja a James Cameron e seu “Avatar”. A artista usa dezenas de pinceis atômicos (ou canetas de ponta mais forte e resistente) para transformar completamente um espaço sem graça em um ambiente fascinante e tridimensional.

Ela começa seu trabalho desenhando suas formas cheias de ondas e curvas em folhas de papel e depois passa-os para o piso, o teto e as paredes do cômodo com os canetões. A arte, desta forma, se torna permanente. É difícil imaginar o quanto de paciência é necessária para cobrir espaços inteiros, como os mostrados nas imagens a seguir, usando apenas desenhos à mão. Porém, é por essas e outras que Heike Weber é uma grande artista. E o mais impressionante: algumas das instalações criadas por ela possuem mais de 5 mil metros quadrados.
Além de usar as cores dos pinceis atômicos, a técnica de Weber lhe permite controlar o espaço em branco entre as linhas, criando um mundo tridimensional que de alguma forma parece estar vivo. Se alguém for capaz de viver em um lugar que parece estar constantemente fluindo ao seu redor, está aí uma sugestão para a decoração da sua casa. Use um pincel atômico, inspire-se em Heike Weber e libere seu talento para a arte. O pior que pode acontecer é você ter de contratar um pintor para consertar seus equívocos artísticos.










segunda-feira, 2 de maio de 2011

Física Quântica - Ocupando dois lugares no espaço.



A física quântica é a teoria mais discutida desde seu advento. No início de seu desenvolvimento grandes nomes da ciência amaram-na ou odiaram-na, em grande parte, pela sua característica probabilística.
Albert Einstein por exemplo, sempre acreditou no determinismo da ciência e tentou com experiências imaginárias refutar ao máximo a teoria quântica, suas cartas com Bohr marcam um período conhecido na ciência como as “correspondências Einstein-Bohr” onde estes dois grandes nomes da física discutiam a mecânica quântica. Albert chegou a dizer:
“Deus não joga dados com o universo”; Einstein, A.
O certo é que Einstein nunca conseguiu encontrar erros na teoria quântica e hoje acredita-se ser a melhor teoria para a natureza corpuscular.
Se extrapolarmos para dimensões clássicas a teoria passa a ser absurda como no exemplo dos gêmeos.
Como se não bastasse imagine você poder estar em dois lugares ao mesmo tempo, segundo a quântica é possível…
Dois físicos, David Wineland e Chris Monroe, fizeram em 1996 um experimento ao qual a probabilidade de se encontrar um átomo em dois pontos diferentes num mesmo instante era a mesma, ou seja, um único átomo ocupava duas posições no espaço num dado momento. Usaram um laser e checaram a teoria.
Imagine agora que isso seja possível na vida real, então provavelmente existe um outro “eu” num outro lugar de um outro planeta, então existe um universo paralelo à este?
Se existe e se é um anti-universo eu não sei, mas pode ser que com o desenvolvimento da ciência um dia saibamos…