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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pau Brasil ou HY Brasil? qual a verdadeira origem do nome de nosso país?


     O paraíso na terra era conhecido como Brazil, num tempo anterior a 1500. Mapas medievais indicavam uma ilha a oeste da Irlanda chamada Hy Brazil (Hy indica o I de Island) . Algumas lendas diziam que se tratava de uma ilha mágica, coberta de ouro, belezas naturais e gente feliz. Outras fofocas antigas informavam que a ilha surgia a cada sete anos. Era avistada entre nevoeiros e reaparecia mais longe, antes que fosse possível atracar.
     Outras ilhas míticas resultaram ser verdadeiras, mas Hy Brazil nunca foi encontrada. Um dos que avistaram o lugar lendário foi o capitão Jonh Nisbet, numa viagem entre França e Irlanda, em 1674. Chegou a ganhar direitos da coroa para explorá-la, mas, claro, não a encontrou novamente. Para jogar o balde de água fria na magia, dizem que o tal lugar pode ter sido uma formação vulcânica passageira, o que explicaria o nevoeiro presente nas estórias. Mas uma lenda ligada à tradição celta retira autoridade de qualquer São Tomé: era preciso ter olhos “de ver” para enxergar Hy Brazil, pertencente ao mundo da vida após a morte.
     Agora, se o nome do nosso país vem daí, não há consenso. A ilha talvez tivesse esse nome por causa de um semi deus chamado Breasal. E o nosso Brasil é adjetivo para a cor de brasa que o caule do Pau Brasil tem por dentro, responsável pela tintura rubra tão apreciada àquela época da exploração européia.
     Caso o nome realmente tem origem nessa lenda, a hipótese que explica tamanha popularidade da outra versão é que exploradores do Pau Brasil associaram os nomes e ajudaram a difundir entre a população.



sábado, 30 de abril de 2011

Contos: Shiro

Imagem

     Há muito tempo atrás, num vilarejo japonês, morava um casal de idosos.

     Um dia, o marido foi até uma montanha buscar lenha. Depois de algum tempo ficou cansado e sentou sob uma árvore para comer seu lanche. Enquanto comia, aproximou-se um cão branco raquítico. Então,o idoso disse:
- Coitado do cãozinho,deve estar com fome.

     E deu o resto do seu lanche para o cãozinho.

     Pegou seu amontoado de lenha e voltou para casa, acompanhado pelo cachorro. Chegando em casa, a mulher recebeu-o carinhosamente e preparou um prato de sopa. O cachorro tinha o pêlo bem branco, daí, decidiram dar o nome de Shiro ao cachorro. O casal decidiu ficar um tempo com o cachorro, cuidando dele, e cada vez mais, ele ia ficando bonito e apegado aos donos.


     Certo dia, o senhor estava trabalhando no campo perto da sua casa, e o cão divertia se ao seu lado. De repente, o cãozinho endireitou as orelhas e começou a latir fortemente.



- Qual o problema, Shiro? Está assustado? - pergunta o velhinho, preocupado.



     Surpreso, ele viu Shiro começando a cavar, achando que seria um osso, o velhinho ajuda ele com sua enxada. Até que ele encontra um pote com moedas de ouro. Seu vizinho, vendo a cena, fica morrendo de inveja, daí, vai à casa do senhor, pedindo:



- Queridos vizinhos, eu e minha esposa somos muito sozinhos e gostaríamos que vocês nos emprestasse Shiro para nos fazer companhia.

- Pobrezinhos... Podem pegá-lo!


     Shiro seguiu os vizinhos e, para libertar-se dos maus-tratos, começa a cavoucar o terreno, e nada. O avarento julgou estar em seu terreno o tesouro e acaba amarrando Shiro numa planta, e continuou a cavar. Cavou, cavou e nada.



     Indignado, o velho avarento começa a bater em Shiro, que se pôs a latir desesperadamente.  O velhinho, ouvindo os lamentos do cãozinho, foi até a casa do vizinho e impediu que continuasse a maltratar o animal. Mas infelizmente, seus esforços foram inúteis, Shiro morreu naquela noite.

No dia seguinte, o casal plantou um pinheiro e sepultaram o cãozinho, em prantos. Em pouco tempo, a planta cresceu.



- Minha querida, este é um milagre de Shiro. Tenho certeza que dentro desse pinheiro está sua alma.



- Também acho - disse a velhinha. 


     Um certo dia,ela diz:

- Lembra-se do doce de farinha de arroz que ele gostava tanto? Por que não constrói um pilão do tronco do pinheiro, para eu preparar a farinha de arroz? Em seguida, faço uma boa quantidade de doce e levo à sepultura de Shiro.

     O marido aprovou a idéia e fez prontamente o pilão. Quando pronto, jogaram arroz dentro e começaram a socar. Quando fizeram isso, ficaram muito surpresos ao ver que a cada golpe, o arroz multiplicava. Multiplicou tanto que, ao transbordar no chão, viravam moedas de ouro.


     O vizinho, bem informado por sinal, ficou sabendo do novo milagre e foi correndo até a casa dos vizinhos.



- Gostaria de fazer um doce de arroz e levar até a sepultura de Shiro, mas não tenho pilão pra preparar a farinha. Podem me emprestar o de vocês?


     O casal,gentilmente diz:


- Claro,pode levá-lo.


     O avarento voltou todo contente pra casa e começou a socar o arroz. Mas quanto mais socava, mais o arroz minguava e cada grão que caía no chão se transformava em uma minhoca. Furioso, ele destrói o pilão com um machado e queima os pedaços em sua lareira.

     No dia seguinte,o bom velhinho pediu de volta seu pilão. O avarento respondeu:

- Seu pilão rachou e eu o queimei. Se faz tanta questão, pode pegar as cinzas.


     Tristemente, o velhinho recolheu as cinzas do pilão e colocou-as num cesto. Enquanto voltava para casa, uma brisa fez voar um pouco de cinza num galho desfolhado. O galho imediatamente floresce. O bom velhinho, contente, grita:


- Faço florir galhos secos!

     Um príncipe, passando pelo local, chega ao velhinho e ordena que faça florir uma cerejeira seca. O velhinho subiu na árvore, espalhou as cinzas e imediatamente a cerejeira floresce.

- Magnífico! - Gritou o príncipe

     Como recompensa, o príncipe deu-lhe um saco cheio de moedas de ouro.

     O vizinho avarento, já sabendo da novidade, sentiu tanta inveja que correu até sua casa, pegou cinzas de sua lareira e gritou: "Faço florir galhos secos!"

     O príncipe,olha,curioso e percebe que não é o mesmo cara de antes, então o desafiou.

     O velho invejoso subiu por uma árvore e espalhou as cinzas pelos galhos secos e ao invés de florescer, as cinzas voaram para o rosto do príncipe. Irritado, ele ordenou aos seus soldados que tirassem aquele velho insolente da árvore.

     No chão, o velho ajoelha-se, conta a história de Shiro e suplica:

- É Shiro que está me punindo por minha maldade, mas aprendi minha lição. Alteza, tenha piedade de mim e deixe-me ir embora para expiar minhas culpas.

     O príncipe comoveu-se com a história e deixou o velhinho seguir adiante.

     Daí, o velho avarento se arrependeu, pediu perdão aos seus vizinhos e passou a orar pela alma do pobre cachorrinho.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

O velho samurai


Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens.Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação, esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante.

O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.

Desapontados pelo fato do mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:

- Como o senhor pôde suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o Samurai.

- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos. - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir..




Lenda chinesa - Lili e a sogra

Há muito tempo, uma menina chamada Lili se casou e foi viver com o marido e a sogra. Depois de algum tempo, passou a não se entender com a sogra.


Personalidades muito diferentes, Lili se irritava com os hábitos dela, criticando-a freqüentemente.


Meses se passaram e Lili e sua sogra, cada vez mais, discutiam e brigavam. De acordo com a antiga tradição chinesa, a nora tinha que se curvar à sogra e obedecê-la em tudo.

Lili, já não suportando mais conviver com a sogra, decidiu tomar uma atitude e foi visitar um amigo de seu pai. Depois de ouvi-la, ele pegou um pacote de ervas e lhe disse:

- Vou lhe dar várias ervas que irão envenenar lentamente sua sogra. Você não poderá usá-las de uma só vez para se livrar dela, porque isso causaria suspeitas. A cada dois dias, ponha um pouco destas ervas na comida dela. Agora, para ter certeza de que ninguém suspeitará de você quando ela morrer, você deve ter muito cuidado e agir de forma muito amigável. Nunca discuta, e a ajudarei a resolver seu problema, mas você tem que me escutar e seguir todas as instruções que eu lhe der.

- Sim, Senhor Huang, eu farei tudo o que o senhor me pedir - respondeu Lili.

Lili ficou muito contente, agradeceu ao Senhor Huang e voltou apressadamente para casa, para dar início ao projeto de assassinar sua sogra. Semanas se passaram e, a cada dois dias, Lili servia a comida "especialmente tratada" à sua sogra. Ela sempre se lembrava do que o Senhor Huang havia  recomendado sobre evitar suspeitas e, assim, controlou o seu temperamento, obedecendo à sogra e tratando-a como se fosse sua própria mãe.




Depois de seis meses, a casa inteira estava com outro astral.

Lili tinha controlado o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante esse tempo, ela não teve discussões com a sogra, que agora parecia mais amável e mais fácil de lidar. As atitudes da sogra também mudaram, e elas passaram a se tratar como mãe e filha.

Um dia, Lili novamente foi procurar o Senhor Huang para lhe pedir ajuda e disse:

- Querido Senhor Huang, por favor, me ajude a evitar que o veneno mate minha
sogra. Ela se transformou numa mulher agradável, e eu a amo como se fosse minha mãe! Não quero que ela morra por causa do veneno que eu lhe dei. Por favor, Senhor Huang, me ajude!

O senhor Huang sorriu e acenou com a cabeça.

- Lili, não precisa se preocupar. As ervas que lhe dei eram vitaminas para melhorar a saúde dela. O veneno estava na sua mente e na sua atitude, mas foi jogado fora e substituído pelo amor que você passou a dar a ela. Na China, existe uma regra dourada que diz:

"A pessoa que ama os outros também será amada!"

Lembre-se sempre:

"O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. Por isso, tenha cuidado 
com o que planta!"










sexta-feira, 15 de abril de 2011

Video da semana


No video, Biorn é um viking que procura a morte através da batalha, para assim poder ir ao Valhala, o paraíso nórdico, e não para algum lugar chato e calmo após a morte.




Valhala


Na mitologia nórdica ou escandinava é o local onde os guerreiros vikings eram recebidos após terem morrido, com honra, em batalha.
Odin teria ouvido que matariam todos os seus filhos e demais guerreiros. Curioso e precavido, achegou-se a deusa da sabedoria, um oráculo, que não quis lhe revelar a veracidade do boato. Insistente, Odin teria a seduzido, resultando em nove filhas conhecidas como valquírias.
Odin, então, ordenara a uma delas, que foi incumbida de construir e organizar um palácio mágico, Castelo de Valhala, em Asgard (a terra dos deuses nórdicos), para onde seriam enviados todos os guerreiros mortos em batalha, chamados Einherjar.
Metade das almas dos guerreiros passariam, então, os seus dias a treinarem-se em combates, desfrutando grandes banquetes e orgias a noite. A condição imposta seria a de proteger o castelo. Elas formariam um exército ("Exército das Almas Vivas"), invencível até ao advento do Ragnarok, quando combateriam ao lado de Odin. Com a chegada da noite, metade das almas seriam reconfortadas com as mesmas refeições dos deuses. A outra metade seguia para Folkvang, o palácio de Freyja.



sexta-feira, 1 de abril de 2011

Lendas urbanas: O Fantasma do Poço

O fantasma do poço está entre os dez casos sobrenaturais mais conhecidos no Japão. Esse acontecimento teria ocorrido no século 17 na mansão de um senhor feudal com o nome de Oyama Tessan. Esse rico feudatário tinha uma bela criada chamada Okiku. Uma garota de família humilde que constantemente sofria assédio sexual de seu patrão, mas sempre esquivava e mantinha-se longe dos braços de seu amo. 

A constante recusa da garota levou Oyama a arquitetar uma cilada para que ela se entregasse a ele. Assim, ele entregou um saquinho de moedas à Okiku, dizendo que havia ali dez moedas de ouro, e que ela guardasse cuidadosamente, pois ele teria que se ausentar da cidade durante quatro dias. A garota, ingenuamente, guardou o saquinho sem saber que na realidade só havia nove moedas. 



Após breve ausência, o feudatário voltou ao seu palacete e pediu que a jovem devolvesse as dez moedas, uma por uma. A garota abriu o saquinho e foi contando uma por uma e ficou desesperada ao constatar que só havia nove moedas. Contou várias vezes para ver se não havia se enganado, mas infelizmente teve que reconhecer que estava faltando uma moeda. 

Oyama mostrou-se muito furioso com o desaparecimento da moeda. Acusou-a de ter ficado com ela e exigiu sua devolução. Okiku não sabia o que fazer, pois sendo uma simples criada, mesmo que trabalhasse a vida inteira, jamais conseguiria uma moeda de ouro. Então, desesperada, correu para o jardim chorando. O ricaço a seguiu e disse que se ela fosse “boazinha” com ele, iria perdoá-la e a moeda seria esquecida. Impulsivamente, ela respondeu que não havia feito nada de errado, e que preferia morrer a entregar-se a ele. 
Furioso com a recusa, o velho ricaço agarrou a jovem e atirou-a no fundo do poço existente no jardim dizendo: 

- Se prefere morrer, vou satisfazer o seu desejo. 


Quando passou a fúria, Oyama voltou ao poço e chamou várias vezes o nome dela, mas não houve resposta. Como o poço era fundo, certamente ela morreu afogada. 

Ninguém ficou sabendo do paradeiro dela. Chegaram a comentar que ela era uma ingrata, pois sem agradecer o emprego que o patrão tinha lhe dado, foi embora sem dizer uma palavra para a cidadezinha do interior de onde viera. Como ninguém sabia de sua morte, não houve culto religioso dos 49 dias em sua memória. Depois desse dia, todas as noites, o espectro de Okiku aparecia sobre o poço. Ela tinha aparência triste e a voz de extrema amargura. Repetia o gesto de tirar moeda do saquinho e contar uma por uma: - Um..., dois...., três..., quatro...., cinco..., seis...., sete...., oito...., nove..., quando chegava no nove, a aparição dava um suspiro aflito e desaparecia. 
Oyama, que assistiu àquela melancólica cena várias vezes, ficou desesperado. Não conseguia mais dormir, pois cada vez que se deitava para repousar, ouvia a triste voz contando: Um..., dois..., três..., até o nove. 

Oyama confessou o crime e foi preso pelas autoridades. Na prisão, acabou enlouquecendo, pois não parava de ouvir a voz contando as moedas. 


A propriedade tornou-se uma mansão abandonada e com fama de mal-assombrada. Tempos depois o terreno foi comprado por outro rico senhor. Aflito com o sofrimento da aparição, o novo proprietário solicitou um culto budista em memória a Okiku. Porém de nada adiantou, pois o fantasma continuou aparecendo e contando com amargura de um a nove. Persistente, o novo proprietário pediu para um monge de outra seita que rezasse pela alma de Okiku. Assim, passaram vários religiosos e muitos cultos foram realizados junto ao poço, e de nada adiantou. 

Certo dia apareceu por lá o mago Shamon da seita Zenchi. Sua aparência desleixada não inspirou muita confiança do proprietário, que já estava prestes a abandonar aquele terreno. Em todo caso, como já haviam passado vários religiosos por lá, mais um não faria diferença, por isso pediu ajuda ao mago Shamon. 

Em vez de fazer um culto religioso próximo do poço, Shamon ficou escondido à noite entre as folhagens do jardim. O fantasma apareceu e contou as moedas até o nove. E nisso Shamon gritou: - Dez! 

Dizem que o fantasma deu um suspiro aliviado e nunca mais apareceu .



quarta-feira, 30 de março de 2011

Lendas urbanas: Kuchisake Onna

     Kuchisake Onna é uma das principais lendas urbanas japonesas da atualidade. A tradução mais próxima em Português é "a mulher da boca cortada". Geralmente descrita como uma mulher muito bonita, com longos cabelos pretos e uma mascara cirúrgica cobrindo a região da boca (no japão é costume usar esse tipo de mascara para evitar contaminar as pessoas quando se está doente.).  A mascara esconde um longo corte, que vai praticamente de orelha à orelha. Algumas versões ainda afirmam que ela tem muitos dentes afiados.




     Aparece nas noites de nevoeiro do Japão, usando uma máscara cirúrgica, e uma tesoura nas mãos. Quando encontra sua vítima, faz a seguinte pergunta: “Watashi Kirei ?” (Estou bonita?) Se a vítima responder não, ela mata a vítima com a tesoura.




    
     Se a vítima responder “Sim”, ela irá tirar a máscara e pedir: “Kore Demo ?” (Mesmo Assim ?).




     Então, se a vítima responder Sim novamente, ela irá entender como cinismo, e irá matá-la. Ou seja, no caso dessa lenda, há um jogo de perder ou perder, você não tem escolha.




     Na pronúncia japonesa, “kirei” (bonita) e “kire” (imperativo do verbo cortar) produzem sons parecidos. Daí você já pode imaginar o jogo de palavras e o perigo de responder sim ou não. Por isso, dizem que a melhor saída é responder “Você é mais ou menos”, pois isso deixaria Kuchisake Onna confusa sobre o que fazer e daí a vítima pode escapar.


     Essa lenda urbana ganhou mais popularidade recentemente, mesmo assim, há diversas explicações a respeito de sua origem. Uns dizem que o terrível corte na boca é resultado de uma cirurgia plástica fracassada; outros afirmam que é uma irmã que invejava a beleza da outra, uma terceira diz que era  uma mulher muito bonita e vaidosa, casada com um Samurai muito ciumento. Um dia, ele chega em casa com muita raiva e briga com ela, acusando-a de ser infiel. Nesta noite, ele corta a boca dela, de orelha à orelha, e grita: Quem vai te achar bonita agora ?